Saúde
Ministro vai analisar saúde em Uberlândia e admite crise em Minas
Ricardo Barros admite que Minas está em crise na saúde por falta de repasse de verbas e garante que vai analisar situação de Uberlândia
Foto: Tiago Souzza
Weliton Prado denuncia situação da saúde em Uberlândia e Ministro da Saúde admite crise em Minas
13/07/2016 12h58

“Uberlândia vive um verdadeiro colapso na saúde, com dois hospitais públicos paralisados por falta de recursos e sem materiais básicos: da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU) e Hospital e Maternidade Municipal Dr. Odelmo Leão Carneiro. Pessoas estão morrendo por falta de atendimento! ”, desabafou o deputado federal Weliton Prado ao Ministro da Saúde, Ricardo Barros, nessa quarta-feira, 13.07, em audiência conjunta na Câmara dos Deputados.

O ministro admitiu que Minas vive uma crise diferente por conta da falta de repasses e garantiu que vai analisar o caso de Uberlândia. “Nos reunimos na semana passada com os gestores da saúde de Minas e vamos conferir a emenda empenhada e ainda analisar a situação de Uberlândia”, comentou Barros. O parlamentar entregou pessoalmente ao Ministro mais um ofício pedindo atenção especial à situação do Triângulo Norte, liberação urgente de recursos pendentes e, ainda, a criação de uma comissão formada por representantes do Ministério da Saúde, Ministério da Fazenda, Ministério do Planejamento, governos estadual e municipal, Ministérios Públicos Estadual e Federal, Defensoria Pública da União e do Estado, Universidade Federal de Uberlândia e sociedade civil para buscar soluções imediatas para a situação. “De acordo com o Ministério da Saúde, a região do Triângulo Norte está credenciada ao Programa Rede Cegonha, mas até o momento não houve qualquer repasse de recurso de R$ 10 milhões para o HC-UFU. A pendência no repasse desses recursos tem causado imensos sacrifícios à população, visto que a unidade hospitalar já funciona com um déficit mensal de R$ 2 milhões no Teto de Média e Alta Complexidade e incentivos, infelizmente ainda não reconhecido pelo Ministério, apesar das nossas insistentes cobranças junto ao governo federal.”, explica Prado.

A Rede Cegonha é a responsável pelo atendimento no pré-natal e dá garantia de realização de todos os exames necessários, inclusive um exame de ultrassonografia, encaminhamento para atendimento se houver alguma complicação durante a gravidez e vinculação da gestante à maternidade de referência para o parto. Weliton Prado afirma que a situação é de calamidade pública, pois também denuncia a falta de atendimento para os segurados do IPSEMG (Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais). Cerca de 50 mil servidores não possuem hospitais credenciados na cidade, mesmo pagando convênio de saúde do Estado.  “A Associação de Hospitais de Uberlândia (AHU) e a Sociedade Médica informaram que a rede de saúde privada na cidade já está sobrecarregada, situação que se arrasta à dois anos com cortes em atendimentos e procedimentos”, alerta Prado.

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